Aracaju evolui: proibida a venda de animais nos mercados da capital

Evolução. Basta procurar no Wikipedia e estará lá: “processo constante de mudança que tem vindo a transformar a vida na Terra desde o seu princípio mais simples até à sua diversidade existente” (Mayr, 2001).

Evolução. É esta a palavra que traduz a sensata iniciativa da Prefeitura de Aracaju em proibir o comércio de animais vivos nos mercados municipais de Aracaju, uma das bandeiras mais antigas de todas as entidades protetoras de animais mundo afora, que refletirá numa parte da sociedade aracajuana.

A humanidade já tem discernimento (ou deveria ter) suficiente para não tolerar qualquer tipo de atividade (comercial, laboral, de lazer, etc.) que humilhe, maltrate, coaja e que cause tantas outras malésias a seres vivos. Qualquer ato neste sentido deve ser sumariamente banido da sociedade. Assim, recebo e divulgo com muita alegria (como disse uma amiga: “- que não cabe em mim”) a matéria veiculada no site da Prefeitura Municipal de Aracaju.

PMA proíbe comércio de animais vivos nos mercados

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), após um prazo de 30 dias, estabeleceu que a partir desta sexta-feira, 24, não será permitido o comércio de animais vivos, como aves, cabras e animais domésticos, nos mercados centrais e setoriais. No total foram notificados 18 comerciantes, sendo nove no Albano Franco, cinco no Antônio Franco e quatro no Roberto Silveira.

“O prazo fatal é nesta quinta-feira. Todos os comerciantes foram notificados e estão cientes desta determinação. Ressaltamos que o nosso objetivo não é retirar o ponto do permissionário, mas tão somente proibir a venda de animais vivos. Eles poderão utilizar o espaço para outra atividade comercial”, explicou Lucimara Passos, presidente da Emsurb.

Segundo Lucimara, há anos vem sendo debatida a situação do comércio de animais vivos nos mercados em razão das condições de como eles são dispostos. “Existe um movimento de entidades protetoras dos animais, assim como do Ibama, Adema e Ministério Público, que pede a retirada deste tipo de comércio”, acrescentou a presidente.

As notificações aos comerciantes foram expedidas no dia 10 de janeiro, sendo estabelecido um prazo de até 30 dias. “Eles não atenderam a esse prazo, então demos 24 horas para que a determinação fosse cumprida”, disse Silvana Gomes, gerente de Abastecimento. “Todos eles estão atendendo ao prazo determinado. Os comerciantes também podem agora solicitar a mudança de atividade comercial”, ressaltou.

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MAYR, E. What Evolution Is. Basic Books: New York, 2001. 336p.

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